Vida Saudável 

 Corpo

Quantos passos você dá durante o seu dia?

Quantos passos você dá durante o seu dia?

Confira o que você pode fazer para checar se está mantendo o seu estilo de vida ativo durante a pandemia.

O isolamento social trouxe a necessidade de restrição da movimentação diária no ambiente externo e reduziu o nível de atividade física no dia a dia.  Sabemos que o estilo de vida ativo é um bom “remédio” para a manutenção da nossa saúde. Sendo assim, fica uma dúvida, como saber se você realizou a quantidade mínima de movimentação diária?

Primeiro, vamos traduzir a movimentação diária em passos/dia, assim vai ficar mais fácil de você perceber se tem feito muitos passos/dia, suficiente para ajudar na manutenção da sua saúde ou poucos passos/dia, que sugere sedentarismo/inatividade física. 

Entidades científicas recomendam que o público 60+ deveria acumular, pelo menos, 8.000 passos/dia. Esse valor pode parecer alto, mas possivelmente você não tem noção do quanto já realiza. Iremos explicar aqui como fazer essa conta.

Vamos relembrar a recomendação: o ideal é realizar entre 7.100 e 10.000 passos/dia para que você seja classificado como uma pessoa ativa, ou seja, aquela que alcança a recomendação para manter bons níveis de saúde. Nas pessoas idosas com alguma dificuldade física de locomoção ou com doença crônica o valor sugerido é de 5.500 passos/dia. 

Como realizar esses passos

Você precisa saber que esses passos são acumulados ao longo de 1 dia acordado, ou seja, a cada quebra do tempo sedentário ou mudança de postura (sentado para em pé, em pé para se deslocar) você está contando passos. 

Será fácil perceber que você se movimenta bastante e nem sabe disso. Não há a necessidade de realizar os 8.000 passos de uma vez, se puder ótimo, mas o ideal é realizá-los ao longo do dia, um pouco de manhã, outra parte a tarde e o restante a noite. Uma sugestão é realizar, pelo menos, 3.000 passos de forma mais contínua, que pode ser feita em 3 sessões de 1.000 passos. Dessa forma, você teria do seu total de passos acumulados dia, 3.000 realizados de forma contínua.

Como monitorar esses passos

Todos os celulares atuais tem aplicativos (APP) para nos ajudar a monitorar esses passos, independentemente do tipo de tecnologia do aparelho. O APP mais comum é aquele com símbolo de um coração. Ainda existem as pulseiras e os relógios funcionais. Experimente monitorar seus passos com seu smartphone, você verá que não é necessário digitar nada.  Apenas abrir e encontrar o número de passos ao acordar, a tarde e à noite. Caso não tenha alcançado os valores sugeridos por dia, a indicação é que complete os passos, pode ser no quarto mesmo, ao lado da cama,  marchando no lugar ou da forma como preferir. 

Procure manter a quantidade de passos recomendados. Quando o isolamento social for flexibilizado, você estará pronto para desbravar esse mundo que lhe espera.

Timóteo Araújo

Higiene bucal e o impacto na saúde do corpo

Higiene bucal e o impacto na saúde do corpo

Em tempos de pandemia, descubra como o autocuidado pode ajudar você a manter boca, dentes e gengivas saudáveis.

De uma hora para outra, tivemos nossas vidas alteradas em função da Covid-19, doença que se espalhou pelo mundo todo rapidamente. Essa mudança exigiu resiliência e cuidados extras com a saúde, inclusive a bucal. 

E por que é tão importante cuidar da boca? Porque ela é a porta de entrada do corpo, cuidar bem da sua boca é cuidar da saúde, da comunicação, nutrição e expressões corporais, como o sorriso. A saúde da boca reflete na saúde geral do corpo, inclusive na imunidade, que ajuda a aumentar a resistência a vírus e bactérias. 

A melhor forma de se prevenir contra doenças bucais é por meio do autocuidado diário, que ganhou destaque com a pandemia, uma vez que as consultas odontológicas de rotina chegaram a ser suspensas, com permissão apenas para os atendimentos de urgência e emergência. 

Por que manter bons hábitos de saúde é importante

Os hábitos acumulados durante a jornada da vida influenciam na maneira como o corpo vai se portar após os 60 anos. E tudo que você faz hoje ou fez no passado em relação à saúde e hábitos reflete nas suas condições atuais. Isso vale para a saúde da sua boca também porque o corpo humano é um organismo que funciona em conjunto. O que isso significa? Significa que problemas de saúde em geral podem se manifestar por meio de lesões na boca ou gengiva. E problemas nos dentes e boca podem agravar e comprometer seu bem-estar por meio de infecções, por exemplo. 

Quais alterações ocorrem na boca com o passar dos anos? 

Com o tempo, todo o corpo fica mais frágil e não é diferente com a boca. A começar pela sensibilidade nos dentes, que piora com a idade. Isso ocorre em função de alterações no nível que a gengiva se encontra, podendo deixar expostas áreas que podem provocar dor ao contato com alimentos quentes, frios e doces. Para diminuir esse desconforto, recomenda-se o uso de pastas de dentes específicas. Se a sensibilidade for muito forte e não melhorar com o uso do creme dental, pode ser necessário procurar um dentista, pois a dor também pode significar a presença de cárie ou fratura dentária. Se possível, a consulta deve ser realizada somente quando as medidas de distanciamento social forem flexibilizadas.

Outra alteração que pode ocorrer com a idade é a perda dos dentes, que prejudica a mastigação, podendo levar a quadros de quadros de diminuição de apetite, emagrecimento, falta de autoestima, alterações na fala e na integração social.

Como fazer uma boa higienização da boca

Primeiramente, é importante frisar que antes de fazer a sua higiene é preciso lavar as mãos entre os dedos e até o pulso, durante 20 segundos, para evitar a contaminação pelo novo coronavírus.  

Já com as mãos limpas, a higienização bucal deve ser feita independentemente da pessoa ter ou não dentes, de usar ou não prótese total ou parcial. Técnicas corretas para a limpeza da cavidade oral fazem toda a diferença. Por outro lado, algumas técnicas realizadas de maneira errada podem machucar as gengivas. 

A limpeza precisa ser realizada após todas as refeições e, principalmente, antes de dormir. Durante o sono, a quantidade de saliva diminui consideravelmente e a presença da saliva na boca é uma proteção aos dentes, por isso, a última higiene do dia precisa ser a mais cuidadosa de todas. Outra medida de proteção é caprichar na hidratação ingerindo muito líquido, já que o passar dos anos também reduz a produção natural de saliva.

Aqui, vale frisar que a saliva também representa uma das formas de contágio do novo coronavírus, pois é através de suas gotículas que a doença pode ser disseminada. Por isso, diante de qualquer suspeita de infeção ou do surgimento de sintomas característicos, é importante não compartilhar toalhas, pasta de dente e sabonete. E lembre-se de identificar e guardar sua escova de dentes em local separado. 

Cuidado com as gengivas

Gengivite é um problema que pode afetar pessoas de todas as idades, mas nas pessoas idosas a situação pode se agravar, especialmente quando existem outros fatores associados, como higiene bucal inadequada, doenças sistêmicas, estresse, fumo, má alimentação e medicamentos. Para prevenir a gengivite, o uso contínuo do fio dental é essencial, limpando com cuidado as áreas entre os dentes e/ou próteses e a gengiva. 

Cinco passos para higienizar sua prótese 

As próteses também precisam de higiene diária para evitar qualquer tipo de contaminação e para uma boa preservação e qualidade da mesma. Dúvidas para realizar a higiene correta das próteses? Aí vão algumas dicas:

1.Após retirar a prótese da boca, enxágue com água corrente, removendo os resíduos alimentares;

2. Prefira usar uma escova com cerdas macias ou escova especial para limpar a prótese;

3. Escove a prótese com sabonete neutro, pois o uso contínuo do creme dental pode danificar a prótese;

4. Produtos efervescentes para limpeza da prótese também são bastante eficazes;

5. Língua e o céu da boca também devem ser limpos com escova de cerdas macias e creme dental. 

Atenção aos sinais

Quando a saúde bucal não vai bem, você percebe alguns problemas na própria boca ou em outras partes do corpo. Conheça alguns sinais: 

  • Dificuldade para se alimentar, seja durante a mastigação ou ao engolir alimentos;
  • Problemas para realizar a higiene bucal ou para permitir que outra pessoa o faça;
  • Queixas de dor ou desconforto na região da boca ou que irradie para o rosto;
  • Mau hálito permanente;
  • Boca seca em excesso;
  • Ardência na boca;
  • Feridas persistentes na boca;
  • Sensibilidade;
  • Fraturas ou até machucados na boca;
  • Sangramento gengival excessivo. 

Esses sintomas podem indicar a necessidade de avaliação de um profissional em saúde bucal. 

Conhecer a própria boca é indispensável para prevenir doenças, manter a saúde e sua imunidade.  E ninguém melhor do que você para ficar atento aos sinais que podem aparecer na sua rotina de higienização diária.

De qualquer maneira, quando a fase de distanciamento social passar, a visita ao profissional é fundamental para os cuidados e tratamentos necessários. Por enquanto, procure o dentista somente em casos de emergência e urgência.

E para ajudar na manutenção da sua saúde bucal, lembre-se de manter uma dieta saudável e equilibrada. Para outras informações, leia nosso conteúdo sobre alimentação na quarentena

Por Dra. Julia Baumfeld

Os cuidados para manutenção da saúde dos 60+ durante a pandemia

Os cuidados para manutenção da saúde dos 60+ durante a pandemia

A distinção entre quais atendimentos devem ser mantidos durante o isolamento social e quais podem ser adaptados para a nova realidade é fundamental para a qualidade das pessoas idosas.

A pandemia do novo coronavírus impôs uma mudança de rotina em praticamente todos os segmentos da sociedade. Incertezas quanto ao futuro e mesmo sobre como proceder para se evitar o contágio pelo vírus são uma realidade em nosso país. O tema é complexo e estamos ainda com muito mais perguntas do que respostas. Certamente, de agora em diante, idas e vindas no processo de reabertura social serão verificadas com frequência.  

As incertezas continuam quando a questão é a manutenção de cuidados que a pessoa idosa mantinha antes da pandemia, já que muitas delas precisam de acompanhamento profissional. Não é raro encontrar maduros que contam com o trabalho de fonoaudiólogos, fisioterapeutas, cuidadores ou terapeutas. Há, ainda, aqueles que frequentam núcleos temáticos, como oficinas de trabalhos manuais, aulas de idiomas, costura, hidroginástica, musculação, Pilates e muitas outras atividades. 

Nova rotina – quando e quais atividades devem ser mantidas e o que evitar 

As respostas para essas perguntas não são simples e certamente não se aplicam de modo uniforme a todos os indivíduos. O envelhecimento afeta as pessoas de modo diferente e a máxima que diz que “cada caso é um caso” se aplica muito bem a essa questão. 

Assim, a necessidade e a indicação do cuidado, bem como os motivos que levaram a pessoa idosa a participar de um ou outro atendimento devem servir de critério para se definir sobre a suspensão ou não do atendimento. Idosos mais debilitados, com problemas que colocam o indivíduo em riscos de morte devem ter os seus tratamentos mantidos, como é o caso de pacientes com problemas respiratórios atendidos por fisioterapeutas ou aqueles submetidos a hemodiálise. Em outros casos, algumas perguntas devem ser feitas para a tomada de decisão mais assertiva. 

  • A suspensão do tratamento aumenta o risco de morte ou piora consideravelmente a qualidade de vida? 
  • É possível que o tratamento seja feito por um familiar sob supervisão on line
  • É possível reduzir o número de sessões presenciais? 

Certamente, o médico e o profissional que acompanham o 60+ devem ser ouvidos para ajudar a resolver esses questionamentos.    

Como manter atividades voltadas para o bem-estar

Além de cuidar dos problemas de saúde que podem colocar o 60+ em risco, também é necessário manter uma rotina de atividades voltadas para o bem-estar, porém levando em consideração a nova realidade de isolamento social imposta pela pandemia. E como fazer isso?

É possível realizar atividades em casa. Exercícios físicos, aulas virtuais, chamadas de vídeo em grupo e outras atividades devem ser estimuladas. Relatos de aumento de comprometimento da saúde mental de pessoas isoladas estão sendo divulgados e associados ao isolamento e a falta do que fazer durante os dias. Procurar se reinventar e preencher o tempo ocioso com atividades prazerosas.

Desigualdades sociais na pandemia 

Para a parcela 60 + da população o isolamento social é fundamental. O problema é que vivemos num país continental, com enormes desigualdades entre as várias camadas sociais da população. Uma publicação atribuída ao padre Fábio de Melo na internet diz que ”estamos todos na mesma tempestade, não no mesmo barco”. De fato, a percepção sobre isolamento pode variar muito, de acordo com a rotina de cada um. Assim, uma pessoa que precisa usar o transporte coletivo no horário de pico e trabalha como caixa em um supermercado pode ter uma percepção completamente diferente de uma pessoa que consegue trabalhar em casa (home work). O isolamento também é diferente para pessoas que moram em casas confortáveis em condomínios horizontais, se comparado a pessoas que moram em aglomerados com várias pessoas convivendo no mesmo ambiente. 

É impossível abordar em um único texto todas as situações possíveis. O mais importante seguir as recomendações das autoridades de saúde sobre os procedimentos a serem adotados e deixar de lado polêmicas políticas sobre o tema. Ainda não temos um remédio eficaz, ainda não temos vacina, não temos imunidade ao vírus, a doença é grave e já levou milhares de pessoas à morte em nosso país e no mundo. Não corra riscos desnecessários, lave bem as mãos, use máscara e não saia de casa, a não ser que seja estritamente necessário. Fique em casa!

Por André Castro

Como praticar atividades físicas de forma segura dentro de casa

Como praticar atividades físicas de forma segura dentro de casa

A nova realidade trouxe adaptações na rotina das pessoas idosas, inclusive na prática de exercícios. Confira o que você pode fazer para se manter ativo.

A pandemia chegou ao nosso país e com ela a necessidade de mudarmos hábitos ou até mesmo incluir novas rotinas no dia a dia. O isolamento social se fez necessário, mas problemas podem surgir a partir dele. Sedentarismo e uma má alimentação provavelmente irão conduzir a pessoa ao aumento de peso, o que pode potencializar o aparecimento ou agravamento de patologias como diabetes, hipertensão arterial, cardiopatias, entre outras. Além disso, ansiedade, insônia e angústia, podem desencadear fuga para hábitos não saudáveis, como tabagismo e compulsão alimentar. 

O exercício físico é uma importante ferramenta para frear ou impedir as consequências negativas do isolamento social, principalmente por promover a produção e liberação de hormônios relacionados ao bem-estar e sensação de prazer. 

Dicas para se exercitar em casa 

Nosso lar passou a ser o lugar mais seguro para nos exercitarmos, mas mesmo em casa é preciso cuidado, principalmente se estiver sozinho. Cercar-se de boa orientação pode diminuir muito o risco de lesões e de um mal súbito. Se você não pratica nenhum exercício, é muito importante consultar um médico, antes de iniciar qualquer rotina de atividades físicas. Neste contexto, caminhadas pela casa, dançar, exercícios funcionais, subir e descer escadas  e alongamentos simples são boas opções. Vale dizer que os próprios afazeres domésticos podem ser considerados exercícios físicos.  

Caso faça opção de se orientar por vídeos, certifique-se de que o profissional seja alguém qualificado e tenha formação em educação física ou fisioterapia. Cuidado com a possibilidade de queda e esteja sempre com o seu aparelho telefônico por perto para facilitar um pedido de ajuda. 

Que tipos de exercícios a pessoa idosa deve praticar

Prefira exercícios mais simples, evitando impactos e movimentos bruscos e esteja próximo de algo que possa servir para apoio, caso precise. Também não é necessário um tempo longo, mas tenha como rotina uma frequência semanal, respeitando sempre sua capacidade de suportar o exercício. 

Caso já tenha alguma experiência, aproveite os movimentos que já conhece e que você domina, pois não é momento para se aventurar com exercícios de dificuldade de execução. Não se preocupe com evoluções de treino e faça os exercícios dentro de sua zona de conforto. Atividades físicas que demandam uma intensidade grande acabam por exigir muito do sistema imunológico, a ponto de promover até uma piora momentânea. 

Como praticar exercícios fora de casa, após a flexibilização do isolamento

Primeiramente, é importante dizer que a flexibilização do isolamento não significa que as pessoas voltarão a ter uma rotina como antes da pandemia. Tudo mudou. E isso se aplica à prática de exercícios. Caso opte por se exercitar fora de casa, o mais seguro é fazê-la próximo de seu endereço ou até mesmo na própria rua. Evite lugares onde possam ter outras pessoas praticando atividade e de maneira nenhuma utilize equipamentos de uso coletivo, como aparelhos de ginástica instalados em praças públicas. Especialistas recomendam uma distância de até 20 metros de outros praticantes, dependendo da atividade e o uso da máscara. 

Nosso país é muito grande e cada localidade irá apresentar um cenário diferente durante a pandemia. Esteja atento às orientações dos poderes públicos que regulam sua cidade. As autoridades sanitárias têm o papel de estudar a melhor forma de enfrentamento da pandemia e é preciso muita colaboração da população. Por isso, respeitar as restrições de circulação irá proteger você e a comunidade onde vive. 

Promova sua saúde praticando exercícios, sempre priorizando sua segurança e das outras pessoas. Lembre-se de que a Covid-19 é uma doença que se transmite também pelo ar e jamais abandone o hábito de lavar as mãos, pois o vírus pode estar presente em alguma superfície que você tocou.

Por Antônio Falcone

Sono x pandemia: dicas para você manter a qualidade do seu descanso

Sono x pandemia: dicas para você manter a qualidade do seu descanso

As incertezas e ansiedade trazidas pela pandemia do novo coronavírus estão impactando a qualidade do sono das pessoas. Saiba como minimizar esse problema e a importância de uma noite tranquila para sua saúde.

O sono é um processo vital para o nosso organismo e enquanto dormimos o corpo faz a limpeza dos resíduos tóxicos acumulados ao longo do dia. Segundo diversos estudos, dormir bem auxilia no fortalecimento do sistema imunológico – que é muito importante na prevenção de doenças. É preciso uma boa noite de sono para que as células de defesa sejam restauradas.

Porém, devido às preocupações e pensamentos negativos sobre as consequências da Covid-19, muitos brasileiros não estão conseguindo dormir bem a noite. A pandemia aumentou a ansiedade, o medo e as incertezas da maioria das pessoas. 

A importância da rotina para a qualidade do sono

Tínhamos uma rotina a cada 24 horas e abruptamente perdemos nosso ritmo de vida em função do isolamento social e necessidade de ficar em casa. Essa alteração repentina é prejudicial ao nosso organismo porque ele funciona em sincronia e em um ritmo biológico que, quando muito alterado, pode levar à piora do bem-estar físico e mental. Dessa forma, precisamos lembrar que a principal medida para nos mantermos bem durante a pandemia é preservar uma rotina.

Aliado à alteração no ritmo de vida, o distanciamento das relações sociais também impactou nossas vidas. Todas essas alterações resultaram em irregularidades no ato de dormir e acordar. Apesar das mudanças de hábito provocadas pelo isolamento, existem diversas recomendações dadas por especialistas em sono a fim de estabelecer uma rotina diária para que o cérebro tenha a sensação de normalidade. Por isso, é necessário ter regularidade nas atividades diárias e seguir uma agenda, mesmo dentro de casa, para que nosso relógio biológico funcione melhor. 

Seis dicas para melhorar a qualidade do seu sono

  1. Sincronize o seu horário de deitar e, principalmente, o de levantar;
  1. Evite grandes variações nos horários diários de sono. O que nos faz dormir é o tempo acordado. Em média, com 16 horas acordado (vigília) o nosso corpo começa a nos dizer que precisamos dormir. Se acordamos uma da tarde, por exemplo, para completar as 16 horas o corpo só reagirá às 5 da manhã para nos alertar do cansaço. E se cochilarmos durante a tarde, piora mais ainda. Nas 16 horas de vigília, acumulamos um monte de toxinas e lixo que só serão eliminadas durante o sono pelo sistema glinfático – que faz a limpeza do cérebro durante a noite;
  1. Ao acordar, abra as janelas para deixar a claridade entrar e tire o pijama. O cérebro precisa saber que está de dia;.  
  1. Durante o confinamento, a exposição das pessoas ao sol também ficou prejudicada.  Não deixe isso acontecer: tome sol na janela, na varanda ou em local sem aglomeração de pessoas;
  1. Manter o convívio social é importante para a mente e para reduzir as ansiedades e o estresse. Converse com os amigos por chamadas de telefone ou de vídeo. Fale sobre temas diversos e evite falar sobre o Coronavírus. Uma ideia é marcar um lanche com amigos, cada um na sua casa, mas com o telefone ligado no mesmo horário. Uma boa conversa e risadas sempre são bons remédios;
  1. Antes de deitar, anote tudo que te incomoda, todas as tarefas cumpridas e as que precisam ser realizadas. Isso é uma forma de esvaziar os problemas do cérebro.

O sono é uma entrega do organismo ao bem-estar. Por isso, uma recomendação é assistir aos noticiários na parte da manhã e não à noite porque o excesso de informação pode aumentar a sensação de medo e ansiedade e atrapalhar o sono. Estamos vivendo um momento de inseguranças e precisamos estar bem. Todo ser vivo necessita dormir, então, priorize a qualidade do seu sono. Sabemos que é difícil, mas você consegue.

Por Carla Sena

Oito mitos e verdades sobre alimentação na quarentena

Oito mitos e verdades sobre alimentação na quarentena

O que você precisa saber sobre higienização de alimentos, uso excessivo de vitaminas, armazenamento de comida, contaminação de alimentos e muito mais para te manter saudável e longe de notícias falsas.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a principal estratégia para nos proteger da Covid-19 é o isolamento social. Contudo, a propagação de notícias falsas (“fake news“) sobre nutrientes milagrosos capazes de combater o novo coronavírus estão confundindo os 60+ quanto aos reais cuidados durante a pandemia. Diante disso, é importante esclarecer algumas informações que circulam nas mídias sociais e que podem criar a falsa sensação de proteção e imunidade.

  1. Beber água frequentemente pode ajudar na prevenção da Covid-19

A resposta é NÃO! Manter uma boa hidratação é essencial ao bom funcionamento do organismo, porém gargarejos, bochechos e o consumo aumentado de água não são capazes de limpar as vias aéreas como tem sido veiculado em algumas fake news. Assim, apesar da grande importância da água para nossa saúde, ela não é eficaz para prevenir ou tratar a Covid-19.

  1. Suplementos de vitamina D e vitamina C nos protegem contra o coronavírus? 

NÃO. Embora ambas sejam vitaminas importantes para atividade do sistema imune, até o momento nenhum nutriente, vitamina ou alimento se mostrou capaz de prevenir, tratar ou reduzir a infecção pelo novo vírus. Além disso, o uso indiscriminado de suplementos vitamínicos, sem orientação de um médico ou nutricionista, pode trazer graves prejuízos à saúde. Altas doses de vitaminas e minerais podem causar efeitos colaterais e intoxicação. A vitamina C, por exemplo, pode propiciar o aparecimento de cálculos renais quando usada em doses elevadas. Já a vitamina D em excesso pode provocar alterações na saúde óssea e no metabolismo do cálcio. Por isso, todo suplemento só deve ser usado com indicação de um profissional de saúde capacitado.

  1. Posso contrair o coronavírus por meio dos alimentos? 

Atualmente, não há evidências de que o novo coronavírus possa ser transmitido por meio da alimentação. Segundo a OMS, embora as bactérias possam crescer nos alimentos, um vírus como o que causa a Covid-19 exige um hospedeiro vivo (no caso, humanos e animais) para se multiplicar. Assim, embora o vírus sobreviva em objetos e superfícies, não se sabe quanto tempo ele se mantém nos alimentos, nem mesmo se a carga viral é suficiente para contaminar uma pessoa. Em outras epidemias causadas por vírus da mesma família, estudos mostraram que não houve transmissão por alimentos. O que sabemos até agora é que a principal forma de transmissão do coronavírus se dá de uma pessoa para outra, por contato próximo ou por meio de gotículas respiratórias, de saliva e catarro que se espalham pelo ambiente ou pelo contato com objetos e superfícies contaminadas, seguido de contato com a boca, nariz ou olhos.

  1. Como posso garantir uma alimentação segura nos tempos de pandemia? 

A depender do material, da temperatura e da umidade do ambiente, o vírus causador da Covid-19 pode permanecer por horas ou até dias em objetos e superfícies. Dessa forma, é muito importante redobrar os cuidados na hora de fazer as compras e preparar os alimentos. Todos os itens comprados devem ser higienizados cuidadosamente, antes do armazenamento em armários e geladeira. Podem ser utilizados sabão e água ou álcool 70% na forma líquida ou gel. Já para a higienização de hortaliças, frutas, legumes e verduras, deve-se fazer a desinfecção seguindo alguns passos: 

  • Lavar em água corrente, vegetais folhosos, folha a folha e frutas e legumes um a um; 
  • Colocar de molho por 10 minutos em água clorada (na diluição de 1 colher de sopa de água sanitária para 1 litro de água); 
  • Depois enxaguar bem em água corrente. 

Atenção! Lembre-se sempre de verificar no rótulo se a marca da água sanitária tem seu uso recomendado para higienização dos alimentos.   

  1. Posso usar vinagre ou bicarbonato para higienizar as verduras e frutas? 

Apesar de ser muito comum, a resposta é NÃO! O vinagre não tem efeito sobre vírus e bactérias prejudiciais à saúde. Por sua baixa acidez, ele pode até ajudar na eliminação de sujeiras, pequenas larvas e ovos de inseto, mas não reduz totalmente o risco de contaminação por microrganismos causadores de doenças. A mesma coisa se dá para o bicarbonato de sódio e misturas com limão, nenhuma delas é realmente eficaz na correta sanitização dos alimentos. O ideal é utilizar água sanitária na diluição recomendada acima.

  1. Está certo manter os mantimentos adquiridos por entrega domiciliar em “quarentena”, fora de casa ou da cozinha, em temperatura ambiente? 

Embora tenha sido recomendado em países de clima frio, este procedimento não deve, de forma alguma, ser adotado no Brasil. Além de comprometer seriamente a qualidade e segurança dos alimentos, eles podem estragar e provocar sérias intoxicações alimentares.

  1. Quais alimentos devo preferir durante o período de isolamento?

Cuidar bem da alimentação durante a pandemia é essencial à saúde do 60+. O importante é manter bons hábitos e procurar consumir alimentos frescos, como legumes, verduras, frutas, peixes, ovos e leite. Evitar o consumo de produtos ultra processados, pobres em nutrientes e ricos em gordura, açúcar e sódio como nuggets, biscoitos recheados, empanados, caldos industrializados e refrigerantes. Cuidado com os truques do cérebro, que busca sempre por comidas afetivas em situações de estresse.

  1. Como fazer com que alimentos frescos durem mais tempo

Para reduzir as idas à feira, frutas e legumes podem ser congelados. Você sabia que boa parte das vitaminas e nutrientes são preservados quando congelamos corretamente os alimentos? As frutas, após higienizadas, devem ser picadas e separadas em pequenas porções para posterior uso em sucos e vitaminas. Vegetais folhosos como alface e salsinha, duram até 5 dias na geladeira, quando higienizados e guardados bem secos em uma vasilha tampada (uma dica é forrar a vasilha com papel toalha que ajudará a absorver a umidade e manter as folhas conservadas por mais tempo). Já os legumes precisam passar por um processo chamado de branqueamento (método que consiste em colocar a hortaliça, já higienizada, em água fervente por cerca de 2 a 3 minutos e depois resfriá-la rapidamente em um recipiente com água e gelo), depois é só escorrer bem e levar ao congelador em saquinhos plásticos. Este processo ajuda a preservar a cor viva e os nutrientes dos vegetais. Quando for utilizá-los, basta retirar do congelador e levar direto para panela, sem descongelar previamente. Lembre-se: uma vez descongelado, o alimento não deve ser congelado novamente por aumentar o risco de contaminação. 

Por Polyana Mota

Número de casos de Covid-19 sobe em Minas Gerais

Número de casos de Covid-19 sobe em Minas Gerais

Nas últimas semanas, muitas cidades e estados voltaram atrás em algumas regras de flexibilização em relação ao isolamento social, inclusive Belo Horizonte. Isso ocorreu em função do aumento do número de casos de Covid-19 e da alta taxa de ocupação dos leitos de UTI e Enfermaria nos hospitais públicos. 

Na capital mineira, por exemplo, o Boletim de Monitoramento indica nível de alerta vermelho porque a ocupação das UTIs para Covid-19 está em 88%. O Estado tem o mesmo índice. Já para os leitos de Enfermaria, BH registra ocupação de 69% e MG 73%. O total de casos de Covid-19 no estado superou a marca de 50 mil e na capital está perto de 6.500, segundo dados de 30/6/20 da Secretaria Estadual de Saúde e Secretaria Municipal de Saúde/BH.

Para frear o avanço da doença, a indicação dos especialistas para os 60+ e para toda a população permanece a mesma: é preciso ficar em casa e só sair em caso de necessidade. A medida evita o contágio e ajuda a não sobrecarregar o sistema de saúde. 

A maioria das pessoas já está há vários meses dentro de casa e isso pode trazer aborrecimentos, tédio e inquietação, mas não é hora de se descuidar. É necessário se proteger e proteger aqueles que você ama.  Fique em casa!

Como se prevenir contra quedas

Como se prevenir contra quedas

Dia 24 de junho foi celebrado o Dia Mundial de Prevenção de Quedas em Idosos e várias ações de conscientização para prevenir as quedas entre os 60+ estão sendo realizadas. 

De acordo com a Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG), um terço das pessoas acima dos 65 anos sofre, a cada ano, pelo menos uma queda. Além de fraturas e outras complicações, as quedas podem gerar sentimentos de medo e ansiedade de ocorrência de um novo episódio. Por isso, a prevenção é a melhor opção!

Nesse contexto de isolamento social em que precisamos ficar em casa, a cultura de prevenção de quedas é ainda mais necessária e importante. Com algumas estratégias simples na rotina diária é possível diminuir os riscos e aumentar a segurança. 

Além de receber orientações de familiares e profissionais, é relevante que você mesmo entenda a importância da prevenção de quedas para sua saúde e bem-estar!

Algumas dicas (fonte: Cartilha Viver Mais e Melhor, Ministério da Saúde)

  • Use sapatos fechados, de preferência com solado de borracha, que aderem melhor ao chão;
  • Obstáculos no chão, como móveis e objetos espalhados pela casa, contribuem para as quedas;
  • Deixe sempre uma luz acesa durante a noite para facilitar sua locomoção, evitando quedas;
  • Escadas e corredores devem ter corrimão para auxiliar; 
  • Se você caiu e está sentindo dores, não deixe de procurar assistência médica, mesmo que por telefone ou WhatsApp;

Nos links a seguir você encontra mais informações.

Quais são os cuidados que pessoas idosas devem ter no inverno

Quais são os cuidados que pessoas idosas devem ter no inverno

Esse mês começa oficialmente o inverno, para alegria de uns e tristeza de outros. Fato é que a temperatura começou a cair e muita gente já tirou os casacos e cobertores do armário para se aquecer, mas os cuidados nessa época vão além disso, principalmente para os 60+, que devem fortalecer o sistema imunológico para reduzir a possibilidade de doenças comuns nesse período, como gripes e até pneumonia.  

Um das formas de prevenção mais importantes é a vacina contra a gripe, que protege a pessoa idosa do Vírus Influenza e é oferecida gratuitamente em todo o país. 

Além da vacina, o que mais você pode fazer para se proteger? Aqui vão algumas dicas:  

  • Tenha uma alimentação saudável e equilibrada;
  • Use cremes hidratantes no corpo;
  • Beba bastante líquido; 
  • Use roupas mais quentes, além de toucas e meias que vão manter as extremidades aquecidas; 
  • Capriche na vitamina D, seja por meio da exposição ao sol ou por meio de suplementos, desde que devidamente recomendados pelo seu médico;
  • Mantenha sua rotina de cuidados, conforme orientação dos profissionais de saúde de sua confiança. 

E fique em casa, só saia se for necessário. Além de se proteger contra as doenças típicas do inverno, você ainda se previne contra o novo coronavírus.

Alimentação na quarentena

Alimentação na quarentena

Tempos desafiadores exigem resiliência e disciplina em relação ao cotidiano, hábitos, rotina e frente à própria vida. Com a nossa alimentação, não seria diferente. Durante essa pandemia, aposto que você já se pegou comendo alimentos fora de hora, alguns com excesso de açúcar, outros muito salgados ou gordurosos. Calma, isso tem sido mais normal do que você imagina. 

E o interessante é que esse comportamento tem uma explicação psicológica. Em situações incertas e estressantes nosso cérebro busca algumas compensações para reduzir a tensão. E uma delas é na comida. Procuramos por alimentos que  nos trazem memórias afetivas, muitas vezes relacionadas à nossa infância, buscando nelas o conforto e a sensação de bem-estar que sentíamos quando crianças. 

O desafio é não cair nas armadilhas do cérebro, que busca sempre uma saída mais fácil para resolver os problemas. Quer saber mais?