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Empresas precisam abandonar antigos estereótipos para dialogar de forma verdadeira e construtiva com as pessoas idosas.

Você sabia que muitos maduros acham que o mercado não tem produtos e serviços específicos para eles? Muitos não se sentem representados, alegando que as empresas ainda estão focadas naquela ideia da pessoa idosa que consome só vitaminas e remédios?

A falta de leitura do mercado quanto às novas necessidades dos maduros evidencia o que já sabíamos, as empresas nem sempre enxergam essas pessoas como potenciais consumidores, que podem ser fidelizados e se tornarem embaixadores de marcas, desde que o produto ou serviço seja realmente de qualidade. Sim, é um público exigente. 

Dados que comprovam isso estão na pesquisa Mais Idade, realizada pela TV Globo. O mapeamento é bem amplo e incluiu desejos e interesses dos 60+. É um bom estudo para empresas que queiram entrar nesse mercado para oferecer um produto ou serviço que tenha relação com que as pessoas idosas buscam. Uma ajuda e tanto, afinal, que empresa não gostaria de saber o interesse do seu consumidor?

Conheça alguns dados interessantes da pesquisa:

  • 52% dos entrevistados sentem dificuldades em encontrar produtos e serviços que atendam realmente suas necessidades;
  • 72% dizem que as lojas não estão preparadas para lidar com longevidade. Vale para acessibilidade dos espaços, atendimento, qualidade, fidelização, etc..
  • 56% das pessoas entrevistadas buscam por vestuários, calçados e acessórios com que se sintam bem e não se acham representados pelos produtos que estão nas lojas;
  • 36% busca serviços específicos de turismo;
  • 27% buscam por produtos de beleza e higiene pessoal;
  • 22% por cursos de línguas e idiomas. 

E por mais que esse público maduro queira consumir e muitos têm recursos para isso, fato é que há uma insatisfação em relação ao que o mercado disponibiliza e também quanto à forma como as pessoas idosas são tratadas na própria publicidade, muitas vezes reforçando antigos estereótipos ou com uma representação que não corresponde à realidade. 

Em termos de oportunidade, a pesquisa deixa claro que empresas que se dispuserem a entender as necessidades das pessoas idosas e a revolução da longevidade no Brasil e no mundo têm grandes chances de sucesso num nicho de mercado pouco explorado. 

A pesquisa foi produzida com informações de outras organizações, como Hype60+ e dados da Casa Semio, Instituto Locomotiva, IBGE/PNAD, Kantar IBOPE, Officina Sophia, SPC & CNDL, Oldiversity e Fórum da Longevidade ESPM.