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A nova realidade trouxe adaptações na rotina das pessoas idosas, inclusive na prática de exercícios. Confira o que você pode fazer para se manter ativo.

A pandemia chegou ao nosso país e com ela a necessidade de mudarmos hábitos ou até mesmo incluir novas rotinas no dia a dia. O isolamento social se fez necessário, mas problemas podem surgir a partir dele. Sedentarismo e uma má alimentação provavelmente irão conduzir a pessoa ao aumento de peso, o que pode potencializar o aparecimento ou agravamento de patologias como diabetes, hipertensão arterial, cardiopatias, entre outras. Além disso, ansiedade, insônia e angústia, podem desencadear fuga para hábitos não saudáveis, como tabagismo e compulsão alimentar. 

O exercício físico é uma importante ferramenta para frear ou impedir as consequências negativas do isolamento social, principalmente por promover a produção e liberação de hormônios relacionados ao bem-estar e sensação de prazer. 

Dicas para se exercitar em casa 

Nosso lar passou a ser o lugar mais seguro para nos exercitarmos, mas mesmo em casa é preciso cuidado, principalmente se estiver sozinho. Cercar-se de boa orientação pode diminuir muito o risco de lesões e de um mal súbito. Se você não pratica nenhum exercício, é muito importante consultar um médico, antes de iniciar qualquer rotina de atividades físicas. Neste contexto, caminhadas pela casa, dançar, exercícios funcionais, subir e descer escadas  e alongamentos simples são boas opções. Vale dizer que os próprios afazeres domésticos podem ser considerados exercícios físicos.  

Caso faça opção de se orientar por vídeos, certifique-se de que o profissional seja alguém qualificado e tenha formação em educação física ou fisioterapia. Cuidado com a possibilidade de queda e esteja sempre com o seu aparelho telefônico por perto para facilitar um pedido de ajuda. 

Que tipos de exercícios a pessoa idosa deve praticar

Prefira exercícios mais simples, evitando impactos e movimentos bruscos e esteja próximo de algo que possa servir para apoio, caso precise. Também não é necessário um tempo longo, mas tenha como rotina uma frequência semanal, respeitando sempre sua capacidade de suportar o exercício. 

Caso já tenha alguma experiência, aproveite os movimentos que já conhece e que você domina, pois não é momento para se aventurar com exercícios de dificuldade de execução. Não se preocupe com evoluções de treino e faça os exercícios dentro de sua zona de conforto. Atividades físicas que demandam uma intensidade grande acabam por exigir muito do sistema imunológico, a ponto de promover até uma piora momentânea. 

Como praticar exercícios fora de casa, após a flexibilização do isolamento

Primeiramente, é importante dizer que a flexibilização do isolamento não significa que as pessoas voltarão a ter uma rotina como antes da pandemia. Tudo mudou. E isso se aplica à prática de exercícios. Caso opte por se exercitar fora de casa, o mais seguro é fazê-la próximo de seu endereço ou até mesmo na própria rua. Evite lugares onde possam ter outras pessoas praticando atividade e de maneira nenhuma utilize equipamentos de uso coletivo, como aparelhos de ginástica instalados em praças públicas. Especialistas recomendam uma distância de até 20 metros de outros praticantes, dependendo da atividade e o uso da máscara. 

Nosso país é muito grande e cada localidade irá apresentar um cenário diferente durante a pandemia. Esteja atento às orientações dos poderes públicos que regulam sua cidade. As autoridades sanitárias têm o papel de estudar a melhor forma de enfrentamento da pandemia e é preciso muita colaboração da população. Por isso, respeitar as restrições de circulação irá proteger você e a comunidade onde vive. 

Promova sua saúde praticando exercícios, sempre priorizando sua segurança e das outras pessoas. Lembre-se de que a Covid-19 é uma doença que se transmite também pelo ar e jamais abandone o hábito de lavar as mãos, pois o vírus pode estar presente em alguma superfície que você tocou.

Por Antônio Falcone