Vida Social

Mais interação e conexões sociais para os 60+.

Direitos, conectividade e relações, cultura e lazer na vida dos 60+ para reduzir a sensação de solidão durante a pandemia.

Você sabe o que é ageismo?

Você sabe o que é ageismo?

Esse termo realmente não é familiar para grande parte das pessoas e a Rede 60+ vai explicar o que é. Ageismo é a palavra em português correspondente a Ageism, em inglês, que nomeia o preconceito e discriminação contra pessoas pessoas idosas em  função da sua faixa etária. Também pode ser chamado de preconceito etário, etarismo ou idadismo. 

Independente do nome, o pré-julgamento causa constrangimentos e outros impactos psicológicos para os 60+. E acontece mais frequentemente do que você imagina. Vemos ageismo nas relações familiares, quando filhos ou pessoas próximas às pessoas idosas ditam regras de comportamento, sem levar em conta a vontade dos maduros. Vemos também no mercado de trabalho, quando eles são considerados ultrapassados e têm dificuldades de conseguir um emprego. E também é fácil constatar o preconceito etário nas relações de um forma geral, quando outros tecem comentários hostis sobre os 60+ ou os tratam de forma infantilizada. 

Já ouviu a expressão “você parece jovem para sua idade”? Essa fala, que comumente vem em forma de elogio, no fundo expressa a desvalorização social da velhice em detrimento da juventude, como se ficar velho sempre fosse algo negativo e feio. Mas, uma pessoa parecer ter a idade que tem não deveria ser uma coisa ruim, já que envelhecer na verdade é uma conquista. 

Com a pandemia do novo coronavírus o ageismo ficou mais latente, uma vez que os 60+ são considerados grupo de risco. Muito se discute em relação ao que eles podem e devem ou não fazer e as definições, nem sempre, levam em conta a vontade e a opinião dos próprios seniores. 

E como se combate o ageismo? Primeiro, é necessário que as pessoas conheçam esse tipo de preconceito. Depois, a forma de combatê-lo é colocando em prática comportamentos e sentimentos muito simples, como empatia, compreensão, amor e respeito às diferenças.

Campanha do Agasalho – onde doar

Campanha do Agasalho – onde doar

A Campanha do Agasalho continua em Belo Horizonte e em cidades da Região Metropolitana. Se você que ainda não fez sua doação, pode ir a um dos mais de 100 pontos de coleta da capital e de outras cidades para doar cobertores, agasalhos e roupas de frio em geral. Este ano, em função da pandemia, a Arquidiocese também está coletando alimentos, produtos de higiene pessoal e equipamentos de proteção individual (EPIs), como máscaras e luvas. 

Todas as doações passam por triagem e separação para posterior encaminhamento aos pontos de distribuição, de acordo com as necessidades das comunidades, principalmente para a população de rua e pessoas em situação de vulnerabilidade social. 

Se você não é de BH, com certeza, a sua cidade tem uma campanha parecida, procure se informar. E, lembre-se, evite sair de casa, peça que alguém leve as doações para você até o ponto de coleta. 

Como os famosos estão criando novas conexões na internet

Como os famosos estão criando novas conexões na internet

Tempos difíceis exigem resiliência e criatividade para atravessar essa pandemia de forma mais leve. E resiliência e superação são predicados que não faltam aos 60+. Temos visto belos exemplos de pessoas que estão se reinventando, buscando novos prazeres e criando conexões que vão muito além dos seus círculos familiares, de amizade e profissionais.

Alguns desses desbravadores são bem conhecidos, como o ator Ary Fontoura, que virou o “muso da quarentena” depois que resolveu compartilhar sua rotina no Instagram. Ele divide com os seguidores seu isolamento social e como o enfrenta de bom humor e atividades simples, como fazer um bolo, arrumar a casa ou se exercitando. O sucesso foi meteórico e ele já alcançou quase um milhão de seguidores. 

Quem também se destaca pela presença digital é o ex-apresentador do Jornal Nacional, Cid Moreira. Além do Instagram, ele mantém um canal no Youtube e um podcast na plataforma Deezer. Nos seus canais, ele faz leitura da bíblia, divide sua rotina com as pessoas, dá dicas de livros e séries e divulga algumas causas sociais. Já superou 750 mil seguidores. 

Fato é que, independente de serem famosos, eles encontraram nas redes sociais uma maneira de se manter conectados com o mundo, de criar novas novas relações, mesmo que virtuais, de reduzir os efeitos do isolamento social e ainda de trocar experiências com pessoas de diferentes gerações, fazendo com que a experiência seja cheia de empatia e respeito.

Como detectar situações de violência contra pessoas idosas

Como detectar situações de violência contra pessoas idosas

Estamos no Junho Violeta, mês de combate à violência contra a pessoa idosa, e a Rede 60+ continua trazendo muita informação para conscientizar as pessoas sobre essa triste realidade. Já explicamos quais são os tipos de violência e agora vamos falar sobre as dificuldades encontradas na detecção das situações de abuso e sobre prevenção. 

Identificar um ato violento contra uma pessoa idosa não é tarefa fácil, porque, muitas vezes, quem sofre os maus tratos fica em silêncio por medo ou vergonha. Por isso, a família, amigos ou profissionais que cuidam dos 60+ podem encontrar diferentes obstáculos: 

Obstáculos por parte da vítima:

  • Negação ou aceitação dos maus tratos como algo normal;
  • Temor de possíveis punições; 
  • Sentimento de culpa, vergonha;
  • Chantagem emocional de quem pratica a violência; 
  • Portadores de déficit cognitivo (demência); 
  • Desconhecimento dos direitos, não saber a quem recorrer; 
  • Dependência do cuidador;
  • Isolamento social, acreditar que buscar ajuda é admitir o fracasso pessoal. 

Obstáculos por parte do responsável pelos maus-tratos:

  • Negação; 
  • Isolamento da vítima, impedindo o seu acesso aos serviços de assistência social e saúde; 
  • Temor do reconhecimento do fracasso; 
  •  Evitar qualquer tipo de intervenção ou ajuda.

Obstáculos por parte dos profissionais:

  • Falta de capacitação ou treinamento adequado para identificar corretamente os sinais e indicadores de violência, os procedimentos adequados e fluxos de encaminhamentos para conseguir ajuda; 
  • Falta de protocolos para detecção, avaliação e intervenção nos casos; 
  • Falta de meios adequados para diagnosticar de forma diferencial entre os maus tratos e situações clínicas nas quais o idoso apresenta lesões, traumatismos, desidratação, desnutrição, quedas, etc; 
  • Acreditar que a família sempre dispensa os cuidados necessários ao idoso;
  • Temor de vir a sofrer represálias por parte do agressor; 
  • Não desejar se envolver em questões legais e desconhecer os recursos disponíveis. 

Obstáculos socioculturais: 

  • Idadismo (preconceito contra a idade) – desfavoráveis às pessoas idosas, considerando seus direitos menos importantes que os das pessoas “mais produtivas”;  
  • Falta de sensibilização ou de informação sobre os maus tratos; 
  • Valores culturais: os conflitos familiares devem ser resolvidos internamente, avaliando de forma negativa a interferência de pessoas estranhas. Desta forma, os observadores (vizinhos, profissionais e amigos), tendem a não se envolverem, tratando o assunto como se fosse uma questão pessoal.

Em alguns casos, a violência contra a pessoa idosa não é intencional, ela é resultado do despreparo da família ou dos profissionais ao cuidar dos 60+. 

No entanto, em caso de exageros e intencionalidade, os abusos devem ser denunciados via Disque 100 ou pela 190, telefone da polícia. 

Fonte: Guia de Atendimento à Pessoa Idosa em Situação de Violência da Prefeitura de Belo Horizonte

Músicas nacionais e internacionais dos anos 50 e 60

Músicas nacionais e internacionais dos anos 50 e 60

A música tem poder tão transformador, que nem sempre nos damos conta das emoções que sentimos ao ouvir o trecho de uma canção ou apenas a melodia. É fácil, ao escutar uma música, sorrir ou chorar espontaneamente ou lembrar de lugares e situações que passamos ao longo da vida. 

E para te inspirar, ativar sua memória afetiva e proporcionar momentos de descontração e lazer, a Rede 60+ vai compartilhar algumas playlists com músicas dos anos 50 e 60. E não se assuste que playlist nada mais do que uma lista de reprodução de músicas reunidas num aplicativo, como Youtube ou Spotify, por exemplo. E você pode baixá-los gratuitamente no seu celular. Divirta-se, dance e aproveite muito.

Violência contra pessoa idosa

Violência contra pessoa idosa

O Junho Violeta é o mês dedicado ao combate à discriminação e a violência contra as pessoas idosas. Agora, mais do que nunca, é preciso falar sobre isso porque a pandemia do novo coronavírus tem potencializado as situações de preconceito, hostilidade, humilhação e violência contra os 60+. 

Fato que corrobora esse aumento é que o geriatra Alexandre Kalache, em recente entrevista o jornal Folha de São Paulo, disse que houve um aumento de 50% nas ligações nos canais formais de denúncia. Esse aumento pode acontecer por diversos motivos, como a convivência intensa de todos em casa, dificuldades financeiras de alguns integrantes da família e sobrecarga no cuidado da casa e dos familiares.

Mas, o que é exatamente a violência contra a pessoa idosa? De acordo com a Organização Mundial de Saúde, a violência contra os 60+ se define como qualquer ato, único ou repetitivo, ou omissão, que ocorra em qualquer relação supostamente de confiança, que cause dano ou incômodo à pessoa idosa. E nesse contexto temos diferentes tipos de violência. 

  1. Psicológica – quando alguém agride verbal ou gestualmente a pessoa idosa com intenção de magoar, desmoralizar, desprezar, amedrontar ou discriminar. Pode levar à baixa autoestima, sofrimento mental, isolamento, solidão e quadros de depressão;
  1. Física – ocorre quando há uso de força de forma intencional para obrigar a pessoa idosa a fazer algo que não quer, ou para ferir e provocar dor. Pode deixar marcas e lesões no corpo e comprometer a integridade física da pessoa idosa e até morte;
  1. Sexual – é um tipo de abuso em que a pessoa idosa é levada a ter relações sexuais ou práticas eróticas sem consentimento. O abusador faz uso de poder, força física, coerção, intimidação ou influência psicológica para violentar a pessoa idosa;
  1. Financeira/Patrimonial – consiste na exploração imprópria ou ilegal ou ao uso não permitido pela pessoa idosa de seus recursos financeiros e/ou patrimoniais;
  1. Abandono – manifestado na ausência ou deserção dos responsáveis governamentais, institucionais ou familiares de prestarem socorro a uma pessoa idosa que necessite de proteção;
  1. Negligência – é um tipo de violência que ocorre quando a pessoa idosa é negligenciada (descuidada) por quem deveria cuidar dela.  É a recusa ou omissão de familiares ou instituições responsáveis em prover cuidados básicos aos 60+. A negligência é uma das formas de violência mais presente no país. Ela se manifesta, frequentemente, associada a outros abusos que geram lesões e traumas físicos, emocionais e sociais, em particular, para as que se encontram em situação de múltipla dependência ou incapacidade;
  1. Institucional – acontece quando os agentes públicos ou outros profissionais que deveriam zelar pelos direitos das pessoas idosas não o fazem de forma efetiva, agindo de forma discriminatória e preconceituosa;
  1. Autonegligência – é quando a própria pessoa idosa não pratica autocuidados básicos para manutenção da sua saúde. 

E cada um desses tipos de violência desencadeia nos 60+ diferentes reações, que vão desde a solidão, raiva e medo a comportamentos inadequados e agressivos. 

Todo e qualquer tipo de abuso deve ser denunciado e existem canais próprios para isso. No entanto, a pessoa idosa que tem consciência de que algo de errado está acontecendo pode ter dificuldade em denunciar porque, muitas vezes, quem o pratica é um filho (a), neto (a) ou outro familiar próximo. E o constrangimento por trazer à tona esse problema pode fazer com que muitos se calem, agravando os abusos e evitando que as medidas devidas sejam tomadas. 

Para combater a violência contra pessoas idosas, todos nós precisamos fazer alguma coisa. Somos responsáveis por notificar os abusos aos órgãos competentes. Se você souber ou presenciar algum tipo de violência, DENUNCIE.

Canais de denúncia anônima:

  • Disque 100 ou 0800 311119– Direitos Humanos 
  • Disque 190 – Polícia
  • Disque 180 –Central de Atendimento à Mulher

Em Belo Horizonte, outros canais de denúncia são:

Centros de Referência Especializado de Assistência Social – CREAS Regionais

  • Barreiro: 3277-9106
  • Centro-Sul: 3277-7687/ 3277-6323
  • Leste: 3277-4094
  • Norte: 3246-8012
  • Nordeste: 3277-6000
  • Noroeste: 3277-6917
  • Oeste: 3277-6560
  • Pampulha: 3277-7865
  • Venda Nova: 3246-9019
  • Defensoria Pública 3349-9410/ 3349-9400 / 3349- 9550
  • Promotoria de justiça de defesa dos direitos da pessoa idosa e pessoa com deficiência – (31) 3295-2045

Nos links, você pode conferir um guia da  Prefeitura de Belo Horizonte sobre atendimento às vítimas de abusos, além da íntegra da entrevista do geriatra Alexandre Kalache e uma matéria da TV Globo sobre aumento da violência contra pessoas idosas. 

Com colaborações de Mariane Coimbra e Paula Chacon

Orquestra em casa

Orquestra em casa

Escutar boa música faz bem para o coração e para a mente! Nem todas as pessoas têm o hábito de escutar músicas clássicas, mas nessa quarentena essa é uma excelente oportunidade de entrar em contato com esse universo. 

A Orquestra Filarmônica de Minas Gerais, por meio do seu canal no youtube, está disponibilizando vários conteúdos gratuitos para todos acessarem. Além dos incríveis concertos, você pode assistir vídeos sobre o funcionamento da orquestra e sobre a sala Minas Gerais.

Museu dos Brinquedos promove atividades para netos e avós

Museu dos Brinquedos promove atividades para netos e avós

A relação dos netos com seus avós está passando por provações nesta quarentena porque o distanciamento social trouxe uma nova realidade em que a convivência e o  contato físico foram interrompidos. A boa notícia é que o Museu dos Brinquedos, em Belo Horizonte, tem sido uma grande aliado para promover interações recheadas de amor e diversão, ainda que virtuais. E o museu faz isso por meio do seu canal no Youtube, que tem muita atividade, principalmente para avós e netos, como contação de histórias e brincadeiras educativas. Além de ajudar a passar o tempo, as atividades reforçam os laços de amor. Vamos brincar?

Flexibilização da quarentena – o que muda?

Flexibilização da quarentena – o que muda?

Por Mariane Coimbra 

Com o isolamento social, a necessidade de ficar em casa tem sido uma realidade nova e difícil para muitos. 

Pensando na retomada da economia, algumas cidades brasileiras já estão flexibilizando as regras de funcionamento do comércio e outras atividades para que as pessoas possam voltar a consumir. 

Realmente não é fácil manter um equilíbrio entre as questões econômicas e o cuidado com a saúde da população, por isso não há uma resposta única para esse problema. Os governos precisam considerar a diversidade das pessoas e as diferentes necessidades para tomar decisões. 

Mas, apesar das dificuldades, o fato é que enquanto não houver vacina ou tratamento eficaz para a Covid-19 ficar em casa ainda é a medida mais eficiente e segura de proteção de contaminação

Todas as pessoas que podem ficar em casa devem fazer isso para se protegerem e protegerem os outros. Mesmo que não seja 100% da população que esteja fazendo isolamento social, quanto mais pessoas puderem se manter restritas ao domicílio melhores serão os resultados!

Além do isolamento social é fundamental preservar as rotinas de higienização e uso de máscaras. Manter as mãos sempre limpas, manter distanciamento de outras pessoas quando tiver que ir ao supermercado por exemplo, evitar tocar o nariz, olhos e boca, higienizar bem todos os produtos que chegam de fora (compras de supermercado, farmácia, padaria, etc) e conservar a casa sempre limpa e arejada são medidas de prevenção muito importantes.

Para manter-se seguro e ativo em casa, continue acompanhando os conteúdos do Rede 60+ e colocando em prática o autocuidado.

💡Não enxergue sua casa como prisão. Veja-a como lugar de amor e proteção!